Fonte: G1
Editor: Eduardo Patriota Gusmão Soares
Introdução: É um avanço da humanidade proteger animais indefesos de uma morte fútil, como ocorre nos casos ritualísticos. Admira ver que as pessoas ainda têm a petulância de protestarem contra este tipo de medida! Religiosos lutando pelo direito de matar para satisfazer suas crenças estritamente pessoais? Sem benefício para os outros? Um egoísmo sem cabimento.
Temos no judaísmo o Kapores, que é um costume realizado antes do Yom Kippur. Sua função é limpar o praticante de seus pecados, a ave sendo usada como um substituto. Ou seja, mato a galinha para me purificar. Um ato mesquinho, covarde, egoísta. Recentemente, ativistas protestaram contra esta barbárie em Nova York.
Já os muçulmanos só comem a carne de animais que foram mortos ritualmente, e que foram totalmente dessangrados. É lamentável que estes animais não sejam anestesiados antes da matança, porque na matança ritual os animais levam mais tempo a morrer. Na matança ritual a carótida é cortada, e o animal sangra até morrer. Demora uns 10 a 20 segundos até que o cérebro morra devido à ausência de oxigênio. Ou seja, um banho de sangue e sofrimento que não tem nada de belo. E, tampouco, vejo significado em celebrar a vida, celebrar coisas boas, celebrar a comunhão com seus deus com… a morte! Não apenas soa como É contraditório.
O abate deve ser feito apenas por abatedouros legalizados e fiscalizados para o correto abate dos animais, com o menor sofrimento possível. Coisa que não é muito possível de ser feita por um crente com uma faca de mão e um livro sagrado noutra.
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A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.









Quem se interessa ou estuda o chamado Século das Luzes (ou Iluminismo, ou Esclarecimento) já deve ter se deparado com algum dos livros de Robert Darnton. O historiador norte-americano é um dos grandes especialistas sobre o século XVIII e se concentra em estudar … os livros. Não só o conteúdo desses, mas o contexto do objeto em si. Explico: como e quem adquiria as obras de Rousseau e Voltaire, por exemplo. Quanto custava esses livros, e o tipo de impressão. Quem tinha licença para vender ou o esquema entre as “gráficas” e os livreiros. Esse trabalho pode parecer meio sem sentido até lembrarmos que, no Antigo Regime, qualquer obra literária sofria censura prévia por parte do poder real. E muitos dos tratados e escritos – a maioria, eu diria – que hoje são tidos por nós como “clássicos” e “fundamentais” eram proibidos de circular na França esclarecida. Qualquer nota que indicava uma critica ou mesmo ironia ao governo ou à Igreja já era suficiente para barrar o livre comércio de um livro.

















