10 motivos para ser a favor da vida através da descriminalização do aborto

Autor: Eli Vieira

Embrião humano de 35 dias. (OMIKRON / SCIENCE PHOTO LIBRARY)

1 – A questão sobre o aborto não diz respeito à “vida”, mas à “vida humana”, ou seja, ao indivíduo. Não é uma questão de saber como começa a vida, é uma questão de saber em que etapa do desenvolvimento o nosso Estado laico deve aceitar um embrião como um cidadão digno de direitos.

2 – Para estabelecer se um embrião é um cidadão, o Estado deve ser informado pela ciência sobre quando surgem no desenvolvimento os atributos mais caracteristicamente humanos.

3 – Os atributos mais caracteristicamente humanos não são ter um rim funcionando, nem um coração batendo, mas ter um cérebro em atividade. Isto é razoavelmente estabelecido porque é a morte cerebral que é considerada o critério para dizer quando uma pessoa morreu, e não a morte de outros órgãos. Por isso mesmo transplante de coração não é acompanhado de “transplante” de registro de identidade.

4 – Se a morte do cérebro é o critério médico que o Estado aceita para considerar o indivíduo humano como morto, o início do cérebro deve ser logicamente e necessariamente o critério para considerar o início do indivíduo, e não a fecundação.

5 – Considerar a fecundação como o início do indivíduo humano é perigoso, porque é definir um indivíduo apenas por seus genes. Isso é determinismo genético.

6 – O cérebro não tem sua arquitetura básica formada no mínimo até o terceiro mês da gestação. Isso significa que o embrião não percebe o mundo, não tem consciência, é um punhado de células como qualquer pedaço de pele. Por isso não é moralmente condenável que as mães tenham direito de escolher não continuar a gestação antes deste período.

7 – Usar o argumento de que o embrião ou o zigoto tem o potencial de dar origem a um ser humano para protegê-lo não vale, porque seria o mesmo que tentar proteger os óvulos que se perdem logo antes das menstruações em todas as mulheres, ou os espermatozoides que são jogados fora na masturbação masculina. Além disso, hoje a ciência sabe que toda célula humana, até as células da pele, tem o potencial de dar origem a um ser humano inteiro, bastando para isso alguns procedimentos de clonagem. No entanto nós destruímos essas células diariamente: arrancando a cutícula, roendo as unhas, passando a mão no rosto, arrancando fios de cabelo, etc. Potencial não concretizado não é argumento para defender coisa alguma.

Embrião de gato com duas semanas.

8 - Se você acha que o embrião precoce ou o zigoto tem consciência, é responsabilidade sua provar isso, não é o que os cientistas dizem. E num Estado laico, vale o que pode ser estabelecido independentemente da crença religiosa. Se sua crença religiosa diz que uma única célula é consciente, você não tem o direito de impor sua crença a ninguém ao menos que possa prová-la e torná-la científica. Todos os que tentaram fazer isso falharam até hoje: uma célula formada após a fecundação não é essencialmente diferente de qualquer outra célula do corpo.

9 – A vida, em sentido mais amplo, que inclui os outros animais, as plantas e os microorganismos, é um processo ininterrupto que começou neste planeta há aproximadamente 4 bilhões de anos atrás. Por isso é importante reiterar: não é o “começo da vida” que está sendo debatido, mas sim o começo do indivíduo humano como um ser consciente, dotado de uma mente e digno de proteção do Estado.

10 – Concluindo, é a mãe, um ser humano adulto, uma cidadã com direitos, quem merece prioridade de proteção, e não um embrião de poucas semanas. Se ela não se sente preparada para cuidar de uma criança, ela deve ter o direito de interromper sua gestação, caso esta gestação esteja no começo e o embrião não tenha cérebro desenvolvido. Existem estudos científicos que mostram que crianças indesejadas têm maior chance de desenvolverem transtornos psiquiátricos e serem cidadãos problemáticos e infelizes. E também existem estudos que mostram que a descriminalização do aborto esteve associada à redução nos índices de criminalidade nos Estados Unidos. Deixar as mulheres terem poder de decisão sobre seus próprios corpos é reconhecer um direito natural delas e assegurar que só tenham filhos quando sentirem que podem trazê-los a este mundo com amor e saúde, para que o próprio mundo em que crescerão seja também mais saudável.

E é por isso que defender que o aborto seja uma escolha, e não um crime, é também defender a vida humana.

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postado por Eli Vieira em Brasil Mulher,Direitos Humanos,Legalização do Aborto
  • http://www.twitter.com/liminhazero Fernando

    Marcelo

    De fato, os três não são a mesma coisa, mas temos que concordar que nenhum deles é um ser humano!
    Os três são seres humanos EM POTENCIAL que, cientificamente, judicialmente e racionalmente não quer dizer nada além disso.
    Se vc acha que é, tudo bem, fazer o que…
    Agora vc mostrar evidências concretas para que seja, já é outra coisa.
    Tente mostrar-nos evidências que um zigoto ou um embrião É um ser humano que, se forem sólidas, tenho certeza que todos concordarão, sem problemas….

  • Paulo

    O senhor Gaio está usando a tática Rocky Balboa, e tentando ver se vence o oponente no 83o assalto, por cansaço…
    Isso mesmo cara, pq vc é brasileiro e não desiste nunca!
    Acho que quando a 3a guerra mundial acabar, só sobrarão as baratas e o Marcelo Gaio…
    XD

  • Marcelo Gaio

    “7 – Usar o argumento de que o embrião ou o zigoto tem o potencial de dar origem a um ser humano para protegê-lo não vale, porque seria o mesmo que tentar proteger os óvulos que se perdem logo antes das menstruações em todas as mulheres, ou os espermatozoides que são jogados fora na masturbação masculina.”

    Voce nao pode comparar gametas com embriao. Porque o potencial, como voce adora dizer, de um ovulo e de um espermatozoide é se fundir um com o outro. Enquanto celulas germinativas eles nao tem potencial nenhum de formar ser humano.

    Voce nao pode ‘pular’ o evento mais impostante que é a fecundaçao para afirmar que celulas germinativas tem algum potencial.

  • http://www.elivieira.com Eli Vieira

    Marcelo Gaio,

    Cariótipo é critério de classificação biológica. Aliás, classificação biológica é algo completamente distinto de definição de indivíduo jurídica, que é o que está sendo discutido aqui. Classificação biológica é para espécies, definições jurídicas são para humanos viverem com suas instituições em sociedade. Uma coisa é biologia, outra é sociologia.

    Mistura as duas coisas por ignorância ou por desonestidade? Creio que seja a primeira.

    Quanto à sua observação ridícula sobre os gametas, não vou responder.

    Fico com as centenas de pessoas que leram meu texto e ENTENDERAM, o que não é seu caso.

    Não entende porque não quer. Se não quer, procure outra coisa para fazer, debate não é sua praia.

  • Homero

    Fala sério, a única coisa razoável neste debate é a diversão que o Marcelo Gaio proporciona..:-)

    Cavalo, 64 cromossomos, Cobaia (porco da india), 64, Tatu, 64, Dalia (planta) 64, cromossomos. Portanto, cavalos são cobaias que são tatus que são dalias..:=)

    Coelho, 44, rato, 44, portanto, coelhos são ratos..:-)

    Esta é legal, minhoca (Octodrilus complanatus, existem muitas minhocas..:-), 36, raposa, 36, minhocas são raposas..:-)

    E tem ainda a questão de animais com diversidade numérica (polimorfismo) dos cromossomos, como o Javali, que pode ter 36, 37 ou 38 cromossomos..:-0

    Que legal..:-) É a melhore definição de “ser humano” que já vi, ganha em absurdo atá das que usam almas e seres imaginários..:-)

    Puxa, eu teria certa vergonha de deixar por escrito, para a posteridade, essa manifestação de desconhecimento total sobre o assunto em questão. Mas cada um é que sabe, se o Marcelo não liga, quem sou eu para reclamar..:-)

    Mas que é hilário, isso é..:-)

    Homero

  • Alessandra Lacerda

    @Gaio troll

    “Alessadra. A partir do momento que se omite qualquer justificativa para aborto e o estado trata todos os abortos em questao como iguais. nao faz diferença se é pelo motivo mais nobre ou se é ‘de bobeira’. se uma mulher alegar que quer fazer aborto ‘de bobeira’ o que voce vai fazer a respeito?”

    Que motivo “nobre”? Você considera que todos os embriões são uma vida humana completa, correto? Então todos tem direito à vida, não importa se seja filho de um estuprador, do pai da própria menina. Não seja hipócrita ao ponto de determinar “ah, esse pode.. aquele não pode”. O direito deve ser igual para todos.
    O aborto nunca ocorre de bobeira, você é no mínimo tapado de não perceber que se uma mulher aborta, ela tem motivos sociais, econômicos ou psicológicos para tal. Uma mulher que aborta por não se sentir preparada para ser mãe, por ter outros planos para seguir sua vida é abortar “de bobeira”? Uma criança muda completamente a vida da mãe (o pai pode permanecer distante), e ela não querer isso é uma justificativa válida, tão válida quanto aquela que foi estuprada (as situações traumáticas e criminais obviamente não são as mesmas, mas a justificativa é).

    Se uma mulher alegar fazer aborto por qualquer motivo que seja, eu a apoiaria. A decisão é dela, é a vida dela, e é ela quem deve decidir.
    Ter um filho não deve ser punição (do tipo “fez, assuma”), e não deve ser banalizado.
    Se você não julga que a mulher precisa gozar de plenos direitos sobre o seu próprio corpo (como você), sinto muito, mas você é sexista (pois acredita que a mulher é inferior ao seu próprio feto em termos legais e biológicos). Bom.. que você é sexista já está claro, o que é apenas triste em pleno século 21.

  • Marcelo Gaio

    Alessandra, aborto provocado é tudo igual no fim das contas. o que muda é o tratamento que a mulher recebe de acordo com as circunstancias do aborto. Ninguem pode julgar uma mulher que abortou de um estupro, ou muito novinha, ou com risco de vida ou por pura vaidade, sujeita as mesmas penas. por mais que se absolva uma e condene a outra, o aborto em si é tudo igual.

  • Homero

    Marcelo Gaio: “Eu apontei um dos erros primarios no seu raciocinio. que é a diferença enorme entre celulas germinativa em comparaçao com um zigoto. ”

    Apontar diferenças, e demonstrar que estas são suficientes para definir um ser humano, que tornam ambos ontologicamente diferentes, é diferente. E não só não o fez, como parece (parece) não entender nada sobre a biologia envolvido, entre outras coisas que não entende.

    Ambos, célula germinativa, e zigoto, podem vir a ser um ser humano, ou não. A célula pode, ou não (procure por partenogenese) vir a ser com a ajuda de outra célula germinativa (coisa que a célula somática pode fazer sem essa ajuda, por clonagem), mas o zigoto igualmente PRECISA DE AJUDA, não de outra célula, mas de MILHÕES de outras células, agrupadas na mulher que vai processar boa parta do necessário na gestação.

    Ambos, célula germinativa, e zigoto, não podem se tornar um ser humano sem ajuda. São, dessa forma, ambas identicas NESSE quesito, embora diferentes em outros.

    O que tem de demonstrar, e parece desesperado por não conseguir, é uma diferença que justifique classificar o zigoto como ser humano, mas a célula germinativa, o turmor, o teratoma, a célula somática, etc, não.

    É nisso que falha, miseravelmente, a cada mensagem. Por isso cria “red herings”, escreve tolices como “defini-se ser humano contando os cromossomos” e coisas do tipo.

    Recomendo muito estudo, vários livros, os textos do Bule (comece pelo chamado “Espécies não existem! Como assim!”, para entender muitos de seus enganos..:-), e tente abrir a mente e deixar de lado seu desconforto pessoal e cego contra o aborto.

    Homerot

  • Homero

    Lista de animais com 46 cromossomos (todos, segundo o Marcelo gaio, são seres humanos..:-):

    - Muntjacs ( Muntiacus reevesi)
    - Black rat (Rattus rattus), mas nem todos eles têm 46
    - European hare (Lepus europeus)
    - Merriam’s ground squirrel (Spermophilus canus)
    - Southern short-tailed shrew (Blarina carolinensis)
    - Mountain beaver ( Aplodontia rufa )
    - Beach vole ( Microtus breweri)
    - Nilgai (Boselaphus tragocamelus)
    - Kirk’s dik-di k (Rhynchotragus kirki)
    - Grey vole (Microtus arvalis)
    - Large bentwing bat (miniopterus schreibersi)
    - Bolivian Tuco-tuco (Ctenomys boliviensis)
    - Grevy’s zebra (Equus grevyi)
    - Crowned Lemur (Lemur mongoz coronatus)
    - Red Titi (Callicebus cupreus)

    Homero

  • http://www.elivieira.com Eli Vieira

    Uma pessoa que não sabe o que é “determinismo genético” nem “classificação biológica” recomendando que eu rasgue meu diploma de biólogo… ironias da vida.

  • Alessandra Lacerda

    “Celula germinativa pode vir a ser ser humano?”

    Pode, com as condições certas. O mesmo ocorre para um zigoto, mórula, blástula, etc.
    Exemplo bem simples para você entender: Ocorre a fecundação em uma fêmea (qualquer espécie mamífera), mas a fêmea possui uma endometrite. Muito provavelmente ela não irá chegar ao estágio de nidação, mas o zigoto está lá (pois o zigoto é definido pela junção de espermatozóide e óvulo). O zigoto tem potencial, mas precisa de condições apropriadas.

    Até células somáticas podem vir a ser um ser humano, com o advento da clonagem.
    Infelizmente você não parece entender que em termos legais, se você criar brechas como os buracos negros dos seus argumentos, vai dar merda.
    Ex. Você determinar que ser humano tem 46 cromossomos.. imagine as merdas legais que isso poderia causar, só ver o post do Homero ali em cima.

  • Alessandra Lacerda

    PS: E Marcelo, você ainda não respondeu o meu argumento do porquê te chamar de sexista (ou vai ver você admite mesmo).

  • Marcelo Gaio

    “sob certas condiçoes” perfeitamente.
    se essas certas condiçoes foram as mesmas para os tres (espermatozoide, ovulo e embriao) aí sim poderiamos comparar os tres no mesmo nivel.

    Mas os dois primeiros precisam de uma ‘condiçaozinha’ a mais.
    Assim como as celulas da pele tambem precisam de um ‘pequeno detalhe a mais’ para ser comparavel ao embriao.

    O homero vai dizer que essa “certa condiçao” que o espermatozoide, ovulo e celula da pele precisam é irrelevante. Por isso ele afirma que é tudo igual.

  • Homero

    Gaio: “Homero, se voce engravidar alguma mulher e nascer um desses bichos aí, eu te dou razao.”

    Kkkk..:-) O desespero..:-) Claro que não irá acontecer, mas não foi o que disse, que “argumentou” (chamar de “argumento” o que apresenta, é quase pecado..:-). Disse que contava os cromossosmos, e sabia que seria um ser humano. Se precisa de “mais” características, mais elementos, para definir ser humano, então falhou em defender seu ponto.

    Para ser um “ser humano”, é necessário, mas NÃO suficiente, um DNA humano e, quase sempre, 46 cromossomos. Mas não basta, ou células somáticas seriam seres humanos.

    Para ser um ser humano é quase sempre necessário, mas nem sempre, que haja uma fecundação, ou clones não seriam seres humanos.

    Para ser um ser humano é preciso que duas células germinativas se fundam, mas nem sempre, se não a partenogenese não ocorreria, nem clones seriam seres humanos.

    Para ser um ser humano não basta nada acima citado, embora sejam necessários. Muitas outras coisas, e muitas outras características, são necessárias, embora nenhuma seja suficiente por si só. Por exemplo, para ser um ser humano é necessário (embora não suficiente) uma mulher, um útero, processos complexos e dispendiosos, durante muitos meses, para a formação desse ser humano.

    Sem isso, nenhum zigoto se tornará um ser humano.

    Mas existe uma característica definidora que praticamente está presente em tudo, todos, que consideramos humanos, uma mente humana e capacidades cognitivas, e um cérebro. Nem todos tem, como se pode notar no debate, mas em geral, e é um bom, e confiável, método de verificação.

    Se apresentar uma mente humana, é um ser humano. Como definir o alcance de ‘mente humana” envolve outro problema complexo, opta-se por determinar uma área de segurança, para evitar erros no ‘degrade” que é a formação dessa mente. Se tiver um cérebro, funcional, e ativo, consideramos que existe uma mente, a possibilidade de uma mente, e é um ser humano.

    Podemos errar por encontrar um cérebro, ainda ativo, mas sem nenhuma mente, é possível. Mas não podemos errar por encontrar nenhum cérebro, e uma mente..:-)

    Zigotos, mórulas células germinativas, somáticas, tumores, teratomas, etc, não tem cérebro, e não podem ser considerados seres humanos. Tudo o mais, que tiver, pode.

    É simples, e terrivelmente frustante para o Gaio, a questão assim definida.

    Há outras formas, claro, e tem o direito de existir. A objeção religiosa baseada na crença em uma alma é um direito de quem assim desejar. Não tem evidências, mas é um direito.

    Fingir que se é “contra o assassinato de bebês indefesos e inocentes já presentes no zigoto” e alegar que isso é “racional e científico”, é desonestidade intelectual.

    Homero

  • felipe

    @Marcelo Gaio
    cara se você não conseguiu entender o texto ou algum dos comentários do pessoal, então leia-os de novo e se mesmo assim não conseguir entender pergunte.
    se você simplesmente não quer aceitar/ouvir nenhum argumento/fato que vá de encontro com suas crenças, então vá espernear contra a descriminalização do aborto na igreja, em algum lugar que só tenha pessoas com a mesma opinião que a sua.
    se você não quer explicar racionalmente porque você acredita que uma certa posição sobre um certo assunto é equivocada, apresentando agumentos a seu favor e contra-argumentos para as alegações da oposição, então, simplesmente, NÃO DEBATA.

    obs: anterior mente eu fiz um comment impressionado por esse post já ter alcançado 234 comments, agora horas depois, eu volto e vejo mais de 30 novos comments sendo que nosso troll continua(na melhor da hipóteses) tão sem noção quanto antes.
    “Sexista pra mim é elogio. obrigado.”
    Blz, já deu pra mim, vou me abster da área de comentários por alguns dias. http://tinyurl.com/yjyjcg7
    Boa sorte pra quem ficar.

    obs2: já vi outros trolls de alto nível(nível de trolagem) aqui no bule, como a luciano, etc, mas esse me parece que atingiu um outro nível, um supertroll, assim como a superbacteria, cuidado eu acho que eles estão evoluindo, ficando mais resistentes à lógica.

  • http://www.twitter.com/liminhazero Fernando

    AAAFFFF

    Nossa, votação para o fim da discussão, block e report for spam para o sr Marcelo Gaio

  • http://umaateiadebomhumor.blogspot.com/ Åsa Heuser

    Nossa, votação para o fim da discussão, block e report for spam para o sr Marcelo Gaio[2]

  • Alessandra Lacerda

    “Sexista pra mim é elogio. obrigado.”

    Mesmo? Seus valores são totalmente deturpados então.
    Quer equivalentes da sua frase?
    “Racista pra mim é elogio. obrigado”
    “Homofóbico pra mim é elogio. obrigado”
    “Nazista pra mim é elogio. obrigado”
    “Anti-semita pra mim é elogio. obrigado”

    Sabe o que tudo isso tem em comum? Se ficar comprovado, você vai para a cadeia, amiguinho.

  • Homero

    Felipe: “obs2: já vi outros trolls de alto nível(nível de trolagem) aqui no bule, como a luciano, etc, mas esse me parece que atingiu um outro nível, um supertroll, assim como a superbacteria, cuidado eu acho que eles estão evoluindo, ficando mais resistentes à lógica.”

    Kkkkkkkkk..::-) Maravilha, morri de rir aqui..:-)

    Homero

  • Alessandra Lacerda

    “Esse argumento nao funciona nem pra aborto de fetos anencefalos humanos. E voce quer justificar o aborto ate 3 meses com ele? Tente convencer as mulheres de que elas nao estao gravidas de um individuo humano que as adestradas vao aceitar facilmente.”

    Aham, Cláudia, senta lá.

  • Homero

    Gaio: “Esse argumento nao funciona nem pra aborto de fetos anencefalos humanos. ”

    He, he, é, a cegueira emotiva/religiosa chegou ao grau máximo, parou de pensar de vez..:-)

    Vejamos:

    Feto anencéfalo, grau máximo, mantido vivo pelo útero, sistemas da mulher.
    (para os fortes, ver imagem http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f0/Anencephaly_side.jpg/150px-Anencephaly_side.jpg)

    Paciente sem cérebro, destruído por um tumor, mantido vivo por aparelhos.

    Paciente que teve a cabeça decepada em acidente, mas é mantido vivo por aparelhos em hospítal (mesmo que por pouco tempo).

    Qual deles é um ser humano, qual não é, e porque. E como devemos tratar cada um deles, em termos de proteção legal, e classificação em caso de homicídio (abortar ou desligar os aparelhos).

    Em seguida, diferencie de um zigoto, não sem cabeça, mas sem NADA além de uma célula com DNA..:-)

    Sim, emocionalmente é difícil ver a tragédia que é um anencéfalo, ver um “rosto” e ter de encarar que não há um ser humano, uma mente humana alí. Diferente do teratoma, com partes humanas mas em geral sem face (embora existam alguns, assustadores, com apenas a face), infelizmente é como as coisas são. As vezes temos, no final da gestação, apenas uma “casca”, sem mente, sem cérebro, apenas órgãos e tecidos, nada mais.

    Seres humanos se formam, não surgem em um momento único, em uma fusão de duas células. Seres humanos são muito mais que isso, e a proteção legal à vida humana deve focar o ser humano real, a mulher, não o potencial, o zigoto.

    Homero

    Mais imagens, impactantes (nem todo mundo deveria olhar, ok?), ver com discrição:

    http://2.bp.blogspot.com/_dcvJ0rzvY6w/SLrAv5ou5NI/AAAAAAAAAqA/6INH2D7DV24/s320/med_sketch500.gif

    http://2.bp.blogspot.com/_j_OH14t_7Ks/S8uQRCh0h2I/AAAAAAAAADo/HIenUVT_CDU/s1600/imagesCARV5O4M.jpg

    http://issoebizarro.com/blog/wp-content/uploads/2010/08/Image14.jpg

  • Homero

    Alessandra: “Aham, Cláudia, senta lá.”

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.:-) Morri de rir, de novo..:-)

    Essa parte do “debate” está divertidíssima..:-)

    Homero

  • zato-one

    Marcelo Gaio is a true AN hero.

  • Homero

    Zato: “Marcelo Gaio is a true AN hero.”

    KKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…:-)

    Para, para, assim não dá..:-)

    Homero

  • Homero

    Gaio: “Tem que passar por uma boa revisao ou entao ser apagado desse site porque é uma vergonha pra voces.”

    Falou a “voz da sabedoria”..:-) Pode deixar, vamos apagar imediatamente!..:-)

    Fala sério, quanto mais se reza, mais assombração aparece..:-)

    Homero

  • zato-one

    Marcelo Gaio, se é tão, mas tão contra o aborto, o que acha de se proibir até mesmo aborto em caso de estupro, que é permitido? Se você é a favor desse caso, pode dizer porque?

  • http://www.twitter.com/liminhazero Fernando

    @Zato-One

    Cara, essa eu vou te responder:
    Ele não é contra o aborto em caso de estupro pq não há consenso no ato sexual.
    Até aí tudo bem, a questão é que na hora de defender os seus pontos de vista, o Marcelo diz que há um legítimo ASSASSINATO ao PROVÁVEL ser humano e esquece que o sexo consentido ou não haveria um ser humano ali também e, sob seu ponto de vista, deveria receber os mesmos direitos que qualquer outro zigoto/embrião/feto.
    E assim, todo mundo é um pouco hipócrita e existe uma certa tolerância em alguns casos, mas esse cara realmente extropola o limite do tolerável de tanto que foge das perguntas, é incrível!

  • Alex. Chacon

    –> “O cérebro não tem sua arquitetura básica formada no mínimo até o terceiro mês da gestação. Isso significa que o embrião não percebe o mundo, não tem consciência, é um punhado de células como qualquer pedaço de pele. Por isso não é moralmente condenável que as mães tenham direito de escolher não continuar a gestação antes deste período.”

    Essa parte do argumento eu achei um pouco fraco. Se o fato de não perceber o mundo, não ter consciência sobre o mundo for critério para descaracterizar um ser humano, então as pessoas que estão em coma induzido ou não, os deficientes mentais graves não deveriam ser considerados como humanos justamente por que estes critérios estão ausentes e sabemos que estes indivíduos não são somente um punhado de pele. Também deveríamos considerar não-humanos aquelas crianças que nasceram já sem o cérebro ou com a metade do cérebro, embora o parto seja envolvido de polêmica e curto tempo de vida, não sejam consideradas humanas.
    Pois é…são assuntos muitíssimo complexos. Eu ainda não tenho uma opinião totalmente formada a este respeito.

  • http://elivieira.com Eli Vieira

    Marcelo Gaio foi bloqueado por desrespeitar a linha editorial deste blog, manifestar sexismo e ser um debatedor desonesto.

  • Homero

    Oi Alex

    Alex: “Pois é…são assuntos muitíssimo complexos. Eu ainda não tenho uma opinião totalmente formada a este respeito.”

    Com certeza, muito complexos, e envolvem aspectos emocionais, afetivos, culturais, sociais, e por isso mesmo, deve ser analisado de forma o mais racional possível.

    Alex: “Se o fato de não perceber o mundo, não ter consciência sobre o mundo for critério para descaracterizar um ser humano, então as pessoas que estão em coma induzido ou não, os deficientes mentais graves não deveriam ser considerados como humanos justamente por que estes critérios estão ausentes”

    Não exatamente. Primeiro, não é a falta de ter consciência, mas de capacidades cognitivas e mentais. Que podem inclusive, não envolver consciência. Um zigoto sem cérebro não tem nenhum processo mental (óbvio..:-), enquanto um paciente em coma tem, ainda que limitados, e ainda que sem consciência. É até uma das formas de definir se está ou não em morte cerebral.

    Observe que morte cerebral, que descaracteriza a proteção legal contra assassinato, difere de coma. Mas, como sempre, em graus e degrades, não em liga-desliga. Por isso é tomado cuidado em determinar morte cerebral, para evitar que seja apenas um como muito profundo.

    Como no caso do cérebro quando dormimos, muitos processos cognitivos continuam a atuar nesse período.

    Sim, com certeza não somos um punhado de células e tecidos, é é justamente isso que discutimos, o que somos? O que nos caracteriza, que em sua falta, deixamos de ser seres humanos?

    Alex: “Também deveríamos considerar não-humanos aquelas crianças que nasceram já sem o cérebro ou com a metade do cérebro, embora o parto seja envolvido de polêmica e curto tempo de vida, não sejam consideradas humanas.”

    Infelizmente, por mais doloroso que seja, por mais chocante que seja, e por mais que se deve levar em consideração a dor e sofrimento, e mesmo o afeto e apego psicológico dos envolvidos, pais, mães, parentes, é isso mesmo: dolorosamente, sem um cérebro, apenas a “casca”, o agrupamento de células e tecidos, se formou no feto anencéfalo.

    Por tudo que foi apresentado acima, não podemos simplesmente agir como se fossem um amontoado de tecidos, os que estão em volta, inclusive eu e você, sofreríamos com isso. Pelo mesmo motivo, não se pode vilipendiar cadáveres, pois isso afeta, não o já inexistente ser humano que este foi, mas os que ainda são.

    Uma criança sem cérebro, um bebê, por mais que “pareça” ser completo e ter “alguém” por tras de sua face (as vezes, até emocionante), não é um indivíduo pleno, um ser pensante. Pense em um caso extremo, um paciente decaptado, mantido vivo por aparelhos. Recue um pouco, e pense em um paciente sem cérebro, destruído por um tumor, completamente.

    Se não viu as imagens que postei, e se não for muito impressionável, veja.

    De novo, não há um ser na “casca”, infelizmente. Eu acompanhei meu pai em um coma e em seguida morte cerebral por mais de um ano. Infelizmente, por mais doloroso que fosse, e acredite, nada é mais doloroso, meu pai, o indivíduo que ele foi, não estava mais lá.

    O zigoto é, claro, bem mais simples, ele não tem, nem teve, nenhum processo cognitivo. É uma célula, uma única célula.

    Da mesma forma que antes, existem as questões acessórias, que devem ser consideradas. As pessoas sofrem, ao saber que não vão mais acompanhar a gestação. Mesmo em um aborto natural, a mulher que desejava engravidar, sofre, fica triste, etc. Nem de perto triste como ficaria se perdesse um filho, mesmo, se um bebê morresse ao nascer, ou depois de dias, semanas, meses. Não há termo de comparação.

    O aborto será sempre um último recurso, e sempre complexo. Mas deve ser direito da mulher decidir isso.

    Um abraço.

    Homero

  • http://fadamariposa.blogspot.com Caroline J.

    Um bando de homem discutindo o direito de uma mulher decidir o que acontece com seu próprio corpo/vida/maternidade. Ai, ai.

    É engraçado também ver que o foco da discussão fica em torno de “é ou não é um ser humano com direito ao bem supremo da vida”, as características orgânicas científicas do zigoto e etc, e a posição da mulher aí fica em total segundo plano. Como eu falei antes: a vida como simples fenômeno orgânico é muito menos relevante do que a vida senciente, consciente, com memórias, desejos. Poucos aqui mencionam o lado psicológico e emocional da mulher, a cicatriz que fica, seu relacionamento com seu corpo, as decisões difíceis, o desespero, o medo, os planos de vida, a verdadeira VIDA HUMANA que elas têm, em contraste com a “vida orgânica” puramente do tal punhado de células que ela – segundo alguns – seria obrigada a carregar em seu ventre. O significado disto muito provavelmente só uma mulher pode saber, e um homem só pode tentar compreender.

    Para nós, mulheres, esta é uma questão muito menos teórica do que para os homens. Algumas de nós já passaram por isto na pele. Algumas de nós são próximas de uma outra que já passou por isto. Às vezes na própria família. Vocês ficam aí discutindo, enquanto o poder de decisão deveria estar em outro lugar…

    Alessandra, obrigada por participar dessa discussão, viu? Gostei tanto do seu post respondendo o Gaio sobre os tais “motivos nobres” e o “aborto de bobeira” que salvei. hahah!

    Esse negócio de usar o termo “mulher adestrada” é coisa de troll né? Não é possível.

    Que bom que existe gente que pensa por aqui.

  • http://alexrnbr.wordpress.com Alex Rodrigues

    Caroline J.

    concordo com vc que, em muitas discussões sobre o aborto, inclusive aqui no Bule, “a posição da mulher aí fica em total segundo plano”.

    Ao contrário do meu xará logo aí acima, eu tenho uma posição formada sobre o tema.

    Sou a favor do direito das mulheres ao aborto legal e seguro, particular ou via SUS. Por tudo o que já tive a oportunidade de ler sobre o assunto, adoto, em geral, em minhas discussões o limite de 12 semanas para a interrupção voluntária da gravidez. Em alguns casos (risco para a mãe, por ex.), até posterior a esse limite.

    Acho que as maiores vozes nesse tema deveriam vir das mulheres e, felizmente, há diversos grupos majoritariamente “femininos” que lutam por esse direito.

    E gostei muito de uma frase sua: “a vida como simples fenômeno orgânico é muito menos relevante do que a vida senciente, consciente, com memórias, desejos.”

  • Marcelo Gaio

    Fernando. Eu ja escrevi mais de cinco vezes que aborto é tudo igual. Oque muda é a resposta que a justiça dá a mulher de acordo com as circunstancias, momento etc em que ela praticou o aborto.

  • Marcelo Gaio

    Se a verdade te incomoda. eu me retiro, mas muito a contra gosto.

  • http://fadamariposa.blogspot.com Caroline J.

    Gaio, não precisa xingar ou diminuir ninguém pra dizer sandices. Ninguém tá te acusando de ter sido mal-educado (pelo que li), mas de falar besteira mesmo.
    E realmente muito engraçado vc definir tudo oq vc disse como “verdade”, e achar que é a sua “verdade” que tá incomodando… ahah… tem gente que é cega mesmo.
    Foi xingado de sexista? Ué, mas vc disse q era elogio…

  • mari varella

    O problema desse Marcelo Gaio é tentar usar argumentos científicos (falsos e errados, claro) para justificar seu moralismo. O problema dele é moral, e ele já deixou isso bem claro quando usa frases como “mulheres adestradas” e similares, mas ele não tem coragem de dizer isso e cria sofismas pseudo-biológicos. Daria pena, se fosse ignorância, mas para mim é má-fé mesmo. E isso dá raiva.

  • Marcelo Gaio

    Eu estou de má fé?. O artigo diz que ate o quinto mes o feto é um punhado de celulas igual as celulas da pele. sendo que no primeiro mes ele ja tem endoderme, mesoderme e ectoderme.

  • Carol

    Ai céus…

  • Caruê

    Que número absurdo de comentários, não pude ler todos.
    O argumento 10 é o único que eu jogaria fora pois é falacioso, os outros são muito bons.
    É bom ver a opinião das mulheres a respeito, pois há estas que este direito ou a ilegalidade atingem diretamente.
    Em relação aqueles que sofrem com a hipótese de poderem ter sido abortados: Se o teu pai tivesse escolhido outra posição para copular com a tua mãe a metade genética que é o espermatozóide não teria atingido o ovulo e hoje você não existiria. Da mesma forma que outros bilhões de seres humanos possíveis não existem devido a posição escolhida e eles não lamentam por isso, pois não existem.

  • http://www.elivieira.com Eli Vieira

    Caruê, e a falácia é qual mesmo?

  • Homero

    Eli: “Caruê, e a falácia é qual mesmo?”

    Acho que é a questão das consequências, de crianças indesejadas terem maiores problemas. Não que não seja assim, mas que não é um motivo para permitir, ou proibir se fosse diferente, o aborto.

    É como no caso do estudo em Freakonomics, que liga a permissão do aborto na década de 70, com a diminuição de criminalidade nos anos 90/00. Pode até ser válida a ligação, mas não é motivo para permitir ou proibir, apenas uma relação causal.

    Foi realmente o único item que achei com algum problema como motivação. Como era o último, considerei que está mais para conclusão e acréscimo de dados do que para motivo..:-).

    O texto, como um todo, é excelente, bem construído e bem claro.

    Um abraço.

    Homero

  • http://www.elivieira.com Eli Vieira

    Obrigado Homero. :)

    Bem, neste caso é apenas um ponto polêmico sobre os fatos, e não um erro lógico. Há uma grande diferença entre uma falácia e um erro factual.

    Abraço

  • http://fadamariposa.blogspot.com Caroline J.

    Além do mais, o item 10 trata do direito da mulher, a informação sobre os filhos indesejados é só um adendo.

  • Yuri S. C.

    Desculpem a observação.
    Não consegui ler todos os comentários, então não sei se já chamaram a atenção quanto a isso.

    Ao contrário do que diz o título, não há 10 motivos no artigo.

    Os 4 primeiros são apenas um.

  • Mauricio

    Yuri S. C.

    “Ao contrário do que diz o título, não há 10 motivos no artigo.

    Os 4 primeiros são apenas um.”

    Não que isso seja importante, mas ao inves disso, me diga se são bons argumentos.

  • Yuri S. C.

    Acho importante saber que não há dez, pois na internet os conteúdos são divulgados com uma grande rapidez, e na maioria das vezes carecem de análise crítica da parte dos outros divulgadores.

    Não vejo problema no argumento, são sempre pouco conclusivos. (para ambos os lados)
    Mas sempre considerei os da defesa (contra aborto) melhores, e por questões teleológicas. (De fim. No final, [um feto em condições normais] será um ser humano. E nisso, o ‘artigo’ 7 nem de longe coloca um ponto final) {na realidade, é possível destrinchar cada um dos pontos e apontar incongruências, mas haja paciência e dedicação}
    O problema é que fazem uso indiscriminado dele, defendendo um feto em qualquer condição, como por exemplo, sem cérebro.

    Mesmo sendo um (e não quatro) argumento válido (uma vez que é a respeito do que escrevi), não diz, como o título também sugere, que nesse caso sendo a favor do aborto será a favor da vida.
    Posto num determinado contexto pode ser [p.e. risco de morte da mulher].

    Mas respondendo claramente a pergunta, não acho que sejam bons argumentos.

  • http://fadamariposa.blogspot.com Caroline J.

    Yuri, por que não são bons argumentos? Achei seu comentário meio difícil de entender.

  • Mauricio

    Caroline J.

    “Yuri, por que não são bons argumentos? Achei seu comentário meio difícil de entender.”

    Verdade, nem eu entendi direito.

    Yuri, escreve de novo seu comentario e seja claro, por favor.

  • Yuri S. C.

    A primeira frase é totalmente inteligível, certo?

    A segunda frase fica complicada pq tem aquela parte em itálico, não é? Deixem de ler a parte em itálico, que são observações. (nela eu levo em consideração a pergunta se são bons argumentos, e no frigir dos ovos digo q não são conclusivos)

    A terceira frase eu estava me referindo ao primeiro comentário que fiz acerca do fato de que os 4 primeiros motivos são apenas 1 e que o título continha outro erro já que (esse motivo) não apresentava razão para ser a favor da vida através da descriminalização, exceto em contextos pontuais.

    E respondendo à pergunta de pq não são bons argumentos, é pq ou são frágeis ou contem deslizes.

    Entendido? Mais ou menos? Qual parte e pq?