Em nota, SBPC repudia reportagem de ‘Veja’

Fonte: Jornal da Ciência 

Editor: Pena Ajena

 

Reportagem trata da demarcação de terras indígenas e é acusada de distorcer informações

Intitulada “A farra da antropologia oportunista”, a reportagem foi publicada na edição de 5 de maio da revista semanal. O texto já havia sido objeto de nota da Associação Brasileira de Antropologia (ABA).

No domingo, a coluna do jornalista Ajena Leite, no caderno “Mais!”, da “Folha de SP”, também tratou da polêmica reportagem e da reação de membros da comunidade científica da antropologia.

A reportagem da “Veja” pode ser lida no acervo digital da revista. 

 

Leia abaixo a íntegra da nota da SBPC:

 

“A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vem a público hipotecar inteira solidariedade a sua filiada, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), que em notas de sua diretoria e da Comissão de Assuntos Indígenas repudiou cabalmente matéria publicada pela revista ‘Veja’ em sua edição de 5 de maio do corrente, intitulada “Farra da Antropologia Oportunista”. 

Registra, também, que a referida matéria vem sendo objeto de repulsa por parte de cientistas e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, os quais inclusive registram precedentes de jornalismo irresponsável por parte da referida revista, caracterizando assim um movimento de indignação que alcança o conjunto da comunidade científica nacional. 

Por outro lado, a maneira pela qual foram inventadas declarações, o tratamento irônico e preconceituoso no que diz respeito às populações indígenas e quilombolas e a utilização de dados inverídicos evidenciam o exercício de um jornalismo irresponsável, incitam atitudes preconceituosas, revelam uma falta total de consideração pelos profissionais antropólogos – cuja atuação muito honra o conjunto da comunidade científica brasileira – e mostram profundo e inconcebível desrespeito pelas coletividades subalternizadas e o direito de buscarem os seus próprios caminhos. 

Tudo isso indo em direção contrária ao fortalecimento da democracia e da justiça social entre nós e à constituição de uma sociedade que verdadeiramente se nutra e se orgulhe da sua diversidade cultural. 

Adicionalmente, a SBPC declara-se pronta a acompanhar a ABA nas medidas que julgar apropriadas no campo jurídico e a levar o seu repúdio ao âmbito da 4ª. Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que se realizará no final deste mês de maio em Brasília.”

 

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  1. Nota sobre ateísmo no site da Universidade Mackenzie: uma resposta
postado por Bule Voador em Brasil
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  • Marcos Rosa

    Pena Ajena
    Obrigado pela disponibilização da informação.

    Todos que já tiveram estômago para ler algumas edições da VEJA conhecem o perfil de sua linha editorial e sabe a quantidade de matérias pagas e de matérias sem nenhum tipo de isenção ou imparcialidade.

    O problema é quando eles inventam números, distorcem informações e usam frases de cientistas fora do contexto. Essa matéria extrapolou qualquer nível aceitável de jornalismo ético e espero que os jornalistas respondam judicialmente pelas mentiras publicadas.

  • Mordredis

    Desde quando o Jornalismo tem o dever de ser “IMPARCIAL”????

    E eu não entendi: a Revista Veja está sendo criticado por expor a verdade de como tem funcionada a demarcação de Terras Indíginas e Quilombolas no país?!?!?

    E eu digo verdade sem conhecimento de causa, não nego. Mas acho que a Vejo expos melhor os seus argumentos que validam as acusações do que essa nota frouxa SBPC. Não é díficil acreditar que cientistas ruins e de má-fé colaborem com a situação das reservas e quilombas no país.

    Se eles querem criticar a reportagem, que apresentem dados estatisticos, cientificos e afins que corroborem com a ideia de que indios e descendentes de negros escravos tem mais direitos de propriedade que os demais cidadãos brasileiros.

  • Marcos Rosa

    Mordredis: “E eu digo verdade sem conhecimento de causa, não nego.”
    Sem conhecimento de causa seu julgamento do que é “verdade” é completamente inútil.

    A nota da SBPC é para repudiar a matéria de VEJA e não para refutá-la.

    Antes de julgar a matéria da VEJA como verdadeira sem conhecimento, busque se informar.
    Minha sugestão é que você começe por esses dois LINKs:
    http://sites.google.com/site/nappufrrj/dossies/revista-veja
    http://faire-savoir.info/2010/05/04/a-farra-do-jornalismo-oportunista/

    Além dos dados estatísticos e científicos você vai encontrar as respostas de cientistas que foram citados na matéria da VEJA e a explicação de como suas frases e estudos foram apresentados fora de contexto, o que é o mais criticável na postura dos jornalistas.

    A matéria poderia até ser PARCIAL, só não poderia ser mentirosa e se utilizar de má fé como nesse caso!

    Boa leitura.

  • http://www.umavisaodomundo.com/ Duduziuz

    Mordredis13 com certeza não conhece a má reputação da “revista” no meio acadêmico. É parcial, mentirosa, enganadora. Claramente direitista e elitista (sinônimos?). A revista já foi alvo de chacotes em artigos do Science Blogs Brasil, é alvo de ridicularizações e até de processos por distorções que comete propositadamente. Ex de distorção?

    “O antropólogo Stephen Baines em 2006 concedeu uma longa entrevista a Veja sobre os índios Waimiri-Atroari, população sobre a qual escrevera anos antes sua tese de doutoramento. A matéria não saiu, mas poucos meses depois, uma reportagem intitulada “Os Falsos Índios”, publicada em 29 de março de 2006, defendendo claramente os interesses das grandes mineradoras e empresas hidroelétricas em terras indígenas, inverteu de maneira grosseira as declarações do antropólogo (pg. 87)”

    Marcelo é jornalista. Deve saber melhor do que nós que a revista se perdeu e agora sobrevive com a reputação de outrora. Espero que acabe logo o “prestígio” da revista e feche de vez.

  • Pingback: Mancada da Veja com índios, quilombolas e antropólogos at BR.HADNEWS.COM

  • Lia

    “Claramente direitista e elitista (sinônimos”

    quer dizer que pra ser boa a revista tem de ser esquerdista?estudou pouco sobre elites de esquerda ou é má-fé mesmo?
    Bem se vê que não conheceu a elite esquerdista da URSS,de Cuba e até a nossa.Todos os esquerdistas que conheço adoram dinheiro,status,consumo.Nenhum mora em favela,nem mesmo em pombais tipo Cohab.
    Leia mais sobre a utlidade do lupen proletariado e quem os comanda.

    Antropólogo é profissão reconhecida?Tanto qto psicanalista…

    Moro em Sc,bem perto do índios plantados nos Morro dos Cavalos.A Veja é ruim em muitas coisas,sobretudo quando se mete em Educação com o Gustavinho Ioshope,mas na questão da entrega do território aos índios fabricados pelas ONGs a matéria é muito boa.O CIMI é um lixo internacional que deveria ser expulso daqui.A SBPC,se fosse honesta,deveria mostrar a mentira que foi a criação dos Ianomâmis,obra de uma fotógrafa vigarista.

  • Francisco Boni Neto

    Todos os links apresentados pelo Marcos Rosa vomitam em cima da revista Veja, ou sejam, refutam todas as afirmações falaciosas e distorcidas que essa revista vagabunda criou e inventou (porque antropologos que se recusaram a falar com a revista tiveram frases inventadas, como se tivesse sido entrevistados). Sim, invenções. As futuras civilizações vão definir essa revistinha ridícula como atividade criminosa, conluio de psicopatas anti-científicos e doentes com desordem de personalidade.

  • Bruto

    “A SBPC,se fosse honesta,deveria mostrar a mentira que foi a criação dos Ianomâmis,obra de uma fotógrafa vigarista.”

    Caralho… de onde é que vocês tiram essas merdas? De livrinhos escritos por generais de pijama? Vá ler livro sobre povos indígenas escritos por pessoas que realmente conviveram com índios. Dizer que a escolha de um etnômio (“nome para um povo”) é própria criação do povo é uma puta ignorância… Os Ianomâmi estão lá desde o século XIX e antes, com direito a livros escritos por pessoas que MORARAM ENTRE ELES.

    Em tempo: antropólogos NÃO CRIAM POVOS. Eles escrevem sobre grupos que se reivindicam como tais. Não existe “laudo” há mais de 10 anos, o que os antropólogos escrevem são relatórios, descritivos, não pareceres que afirmam se o grupo é indígena ou não. ISSO QUEM DECIDE É O JUDICIÁRIO.

    Sabe porque não se consegue discutir a questão indígena com clareza no Brasil? Porque geralmente as pessoas que tem pontos de vista contrários se baseiam em preconceitos e boataria estúpida como essa criada pela revista da Veja.

    Se informe meu caro, pare de vomitar essas merdas.

  • Francisco Boni Neto

    @Lia você vive na bolha? Apesar de recentes divergências epistemológicas, a antropologia nasceu no positivismo e, no final dos anos 80, ficou bem definido o estabelecimento da antropologia ciência como ramo separado no mainstream acadêmico, ou seja, como “antropologia biológica”. Ciência não é profissão? Você injetou ácido nos olhos, entrou no site errado, sugiro: http://www.cristaosite.com.br

    Eu moro em SC, em Itajaí, conheço o trabalho do pessoal do CTI no Morro dos Cavalos. Espero que você vomite os seus argumentos contra o relatório de Identificação de Terras Indígena no Morro dos Cavalos, que envolveu pesquisas etnográficas, levantamentos genealógicos, investigação terminológicas e de sistemas de parentesco, estudo das formas próprias de organização social, levantamentos da história oral, de registros documentais, do conhecimento da bibliografia especializada, e de procedimentos criteriosos para o levantamento de dados ambientais referentes às áreas de uso da comunidade indígena ali instalada. Pesquisas que culminaram com a aprovação da FUNAI. E as subsequentes contestações então apresentadas foram devidamente refutadas pela FUNAI, e o processo encaminhado finalmente à aprovação do Ministro com o parecer favorável da assessoria jurídica do Ministério da Justiça. Ou seja, você vive num universo paralelo fomentado pela própria ignorância, aonde acha que são as ONGs que definem demarcações territoriais quando, na realidade, elas são apenas os advogados daqueles que não tem capacidade de exercer seu jus esperniandi perante a pátria brasileira. Quem decide é a justiça, as ONGs, junto à FUNAI, apenas são defensores públicos dos interesses indígenas.

    Aguardaria ansiosamente alguns desses argumentos, já amparados pelo Ministério da Justiça, mas estúpidamente contestados pela revista Veja através de falácias que já foram devidamente refutadas nesses sites:

    http://faire-savoir.info/2010/05/04/a-farra-do-jornalismo-oportunista/
    http://sites.google.com/site/nappufrrj/dossies/revista-veja

    PS: ad hominem típico de comportamento crente, ao atacar a SBPC.

  • Francisco Boni Neto

    Bruto escreveu com poucas palavras e precisão o que eu queria dizer.

  • Marcos Rosa

    Lia:”mas na questão da entrega do território aos índios fabricados pelas ONGs a matéria é muito boa”
    Não. A matéria NÃO é muito boa. A matéria perdeu a oportunidade de denunciar os abusos e problemas pontuais que realmente existem e se utilizou de afirmações fora de contexto, invenção de estatísticas e distorção de fatos para desqualificar toda questão indígena brasileira. Isso é má fé e falta de ética.
    Uma revista ou um jornalista não precisa ser de direita ou de esquerda para ser bom. Não pesa seu viés ideológico, contanto que ele mantenha sua ÉTICA. É isso que faltou na matéria da VEJA.

    Os problemas sobre qualquer assunto devem ser denunciados e a imprensa DEVE ter toda liberdade para fazer isso… MAS a liberdade de impressa, que deve ser defendida com todas as forças, é muito diferente inventar estatística, distorcer afirmações ou “resumir” obras de autores distorcendo seu sentido… a matéria da VEJA foi infeliz, irresponsável e anti-ética.

  • Caruê

    Apoiado Marcos Rosa.
    A matéria da VEJA foi infeliz, irresponsável e anti-ética.( e preconceituosa)

  • Francisco Boni Neto

    Eu assisto Fox News, o veículo conservador golpistas dos crentes criacionistas nos EUA, todos os dias. A irresponsabilidade desse canal já rendeu filmes e documentários. Mas é um canal engraçado de assistir.

    A Veja passa dos limites da ‘irresponsabilidade caricata’, engraçadinha, chegando aos limites da sociopatia jornalística e anti-ética e me dá vontade de vomitar. Eu pergunto que tipo de ser não-humano trabalha para essa revista? Pelo menos as mídias de massa conservadoras e religiosas de lá de fora são engraçadas. Como os antropológos que tiveram citações distorcidas e inventadas apontam, o caso da Veja já é caso de POLÍCIA, que deverá ser encaminhado.

  • Mordredis

    Duas coisas:

    Primeira – sobre o assunto da reportagem, meu ponto de vista é que existe um “politicamente correto” no brasil em se tratar alguns grupos como coitados. Na minha visão, MEU PONTO DE VISTA, reservas indigenas e quilombolas nada mais são que meios de segregação e oportunismo de pessoas de má fé. P’ra mim, não deveriam haver reservas, visto que somos brasileiros. Respeitando as culturas, sem deixá-las independentes do resto do país, é isso que acho e acredito como certo.

    Segundo: preconceito com a revista veja:

    - voltando ao tema de considerar pessoas como “coitadas”, eu percebo, novamente minha opinião, que muitas pessoas acreditam que os meios de comunicação devem ser imparciais, visto que, caso contrário, seriam meios manipuladores das massas. Essas pessoas, no meu ver, são ingênuas. O povo não deve ser tratado como coitadinho. As pessoas devem ter dicernimento para fazer seus próprios julgamentos, no sentido de ler uma reportagem e julga-la como condizente ou nao com a realidade e verdade, inadequada ou não aos fatos, se ela se sustenta ou não. Para isso, existem diversos meios de comunicação e de pesquisa, e elas (pessoas) devem ler o máximo possivel para fazer um bom julgamento.

    Esse papinho furado de que revista “x”, ou revista “y”, tem determinado posicionamento politico e por isso sao boas ou sao más é ridiculo. Leia a reportagem, absorva o q achar bom, e fique esperto com o que nao gostar. Ninguem é obrigado a ler nada, e generalizar uma revista como de ma qualidade se algunas de suas reportagens saem ruins ou inveridicas é loucura. Todos os meios apresentam falhas. Carta Capital, oposta a Veja, por exemplo, também possui. Se esta reportagem não condiz com a realidade, é importante que aqueles que se queixam apresentem argumentos válidos e não meras acusações ideologicas, como vi nas respostas dos antropologos e de alguns participantes deste Blog.

    E para o senhor Marcos Rosa, você é que precisa ler mais para aprender a interpretar uma simples frase. O que eu quis dizer foi que eu não sou Antropólogo ou Sociologo, ou qualquer outro cientista do meio, para poder afirmar com certeza sobre o trabalho que os antropologos acusados pela materia fazem. Quis apenas mostrar humildade ao expor minha opinião, diferentemente do que você fez. E muito menos afirmei aque meu comentario é A VERDADE. É apenas uma opiniao sobre a leitura da reportagem. Se não entendeu isso, releia-o. E o senhor, a priori, também não parece ser nenhum cientista ligado ao meio para dizer que minha opiniao seja tao infundada assim. Se no fim das contas entendeu o que eu quis dizer com meu primeiro post, é simplesmente que “troca de farpas” não invalidam a reportagem. Para um cético, e todo ateu o é, provas, evidências e uma boa argumentação são melhores que mil injúrias, sarcasmos, ironias e deboches.

    Me desculpe se estou enganado, mas você se deu ao trabalho de ler a resposta da VEJA ao que os cientistas que você vem defender acusaram?! Li tudo e fiquei com a impressão que a briga pessoal de alguns com a revista quer ser maior que o caráter da denúncia, que no fim, a meu ver, foi pouco refutado…

    http://veja.abril.com.br//noticia/brasil/brasil-todo-mundo-indio-quem-nao-555649.shtml

    O que vi no debate foi muito mais a defesa de ideologias inexistentes no mundo real de hoje, na realidade partidaria de nosso pais, do que a refutação da reportagem em si.

  • Mordredis

    Dudu, quer generalizar que todo o meio acadêmico e científico do país é contrário à Veja?!?!? Parei de ler ai seu post, ja que começa ele com uma falácia, seguido de ideologismo sem sentido… Sou do meio acadêmico, e não considero a revista tão ruim como você se expressou.

  • Pingback: Links da Semana | Biosfera MS

  • http://www.umavisaodomundo.com Duduziuz

    Mordredis, o fato de você ser do meio acadêmico e gostar da revista não a torna melhor.

    http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/04/revista_veja_fail_ao_quadrado.php

    http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/sobre_aquele_cara_da_veja.php

    Isso só para ficar na área científica. Se você ler por aí, verá os erros gritantes da revista principalmente na área política, onde ela distorce e mente descaradamente (e o áudio do grampo do presidente do STF, Gilmar Mendes, que a revista jurava existir? Uhhh… ninguém nunca soube onde ele foi parar… estranho não?)

  • Marcos Rosa

    Mordredis: ‘MEU PONTO DE VISTA, reservas indigenas e quilombolas nada mais são que meios de segregação e oportunismo de pessoas de má fé”
    Realmente temos pontos de vistas muito diferentes. No meu ponto e vista as reservas indígenas e quilombolas têm como objetivo preservar um modo de vida e uma cultura que serão facilmente perdidas ao entrar em contato com a nossa cultura.
    Ainda na minha opinião, nos últimos quinhentos anos o máximo que conseguimos respeitar sua cultura integrada à nossa sociedade tem sido a compra de artesanato na beira das estradas.

    Eu li a réplica da revista e também li a tréplica do autor citado:
    http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/04/direito-de-resposta-a-veja-2/comment-page-1/#comment-1089931

    Espero que você também tenha lido o LINK que refuta a afirmação de que existe somente 9,4% de área livre para “produção” no Brasil, um ponto muito importante da matéria da VEJA por ajudar a justificar o preconceito contra os índios.

  • Francisco Boni Neto

    @Mordredis:

    - Você afirma não saber nada de antropologia e sociologia.

    - Você afirma ler toda a matéria da VEJA.

    - Você não afirmar ler todas as réplicas e tréplicas dos antropologistas e pessoas lesadas pela VEJA.

    - Você, na esquizofrênia, afirma que as denúncias da VEJA não foram refutadas, sem APONTAR TEXTUALMENTE as denùncias às quais você se refere. A denúncia X, Y ou Z… ?

    Com isso, a emotividade de você ACHAR ou IMAGINAR que está certo quanto à questão indígena não se baseia na denúncia X ou Y… Se baseia somente no que você IMAGINE ou ACHA que é verídico em matéria de denúncia.

    O ônus da prova é seu, você diz que existe denúncia que se sustente.

  • Francisco Boni Neto

    O máximo da diminuição das chances do sofrimento e do respeito aos direitos humanos não passa somente por respeitar os limites de uma cultura que não se diluiu em meio a nossa. Passa por dar mecanismos de integração e asserção à nossa cultura e isso não se dá comprando artesanato. Se dá com programas eficientes que, em condições raras, sem que ninguém se sinta prejudicado, fez com que indígenas conseguissem um espaço cultural na nossa culturando, aprendendo, fazendo faculdade. Sem coerção física ou psicológica, a mesma que fez com que antropólogos e outras pessoas, por vontade própria, fossem viver com os índios por anos. Segundo relatório da ONU, uma das etnias que mais sofrem violações dos direitos humanos são os indígenas, pela falta de representatividade que eles possuem na nossa visão de Justiça.

  • Bruto

    Nós já ganhamos dos índios: o país é nosso espólio de guerra. Por que não demarcar terras a eles? Dar aos grupos o direito de escolherem como querem viver? Isso é justiça, é tratamento digno, não tem nada a ver com achar que o “índio é coitadinho”. Quem acha isso não tem a mínima idéia do que é trabalhar e conviver com populações indígenas, fica aí, no vomitando opiniões base do achismo.

    A Veja mentiu e mentiu feio. Fraudou a declaração de um estudioso, inventou que o Brasil vai virar uma grande terra indígena no governo do PT. Porra nenhuma, porque o Lula demarcou menos terras que o FHC e o que está na fila para homologação nos próximos anos é muito pouco em extensão e quantidade – e tende a diminuir ainda mais, obviamente, já que as a maioria das terras já estão demarcadas.

    Quem acha que o Brasil tem muita terra indígena que vá se informar sobre o Canadá. Além de três milhões de hectares de terras distribuídas pelo país, os indígenas têm sob seu comando três estados do país que ficar no círculo polar ártico.

  • Mordredis

    Marcos Rosa e Francisco, gostaria que entedessem que não estou discutindo ferosmente, portanto não ha necessidade de injurias. Este é meu ultimo post sobre o assunto.

    “Injurias são as razões dos que não tem razão.” – J.J.R.

    Sobre o que Marcos Rosa disse, apesar de nossas visoes sobre o assunto serem diferentes, respeito a sua. Mas ressalto como argumento favorável a discussão sobre o Infanticidio Indigena, tema de outro artigo aqui do Bule Voador. Você, considerando ser favoravel à manutenção de reservas e preservação de culturas, acredita que tais culturas devem ser protegidas acima dos valores humanos que nossa Magna Carta protege?

    http://bulevoador.com.br/2010/05/10/pelo-fim-do-infanticidio-indigena/

    Sobre o que Boni Neto disse:

    Você parece estar com má vontade de ler meus posts em integra, ou então sofre de um problema de dislexia, ou simplesmente tem má-fé para debater.

    Eu li todos os intens que as páginas que você colocou apresenta, tendo lido todas as respostas, tanto dos antrópologos que se sentem ofendidos, quanto da revista. Para ressaltar que não minto, releia isto que escrevi anteriormente:

    “Li tudo e fiquei com a impressão que a briga pessoal de alguns com a revista quer ser maior que o caráter da denúncia, que no fim, a meu ver, foi pouco refutado…”

    Eu nunca disse que não foram refutadas, no sentido de não terem sido respondidas! Mais uma vez, sua falta de capacidade hermeneutica atrapalha o debate. O que eu disse, mesmo que com outras palavras foi QUE NENHUM ARGUMENTO APONTADO PELOS ANTROPOLOGOS OFENDIDOS CONSEGUIU ME CONVENCER DE QUE NO FIM ERA A REVISTA QUE ESTAVA ERRADA E NÃO ELES.

    E só para dar mais valor ao meu ponto de vista, sou descendente direto de indios e sei que existe preconceito. Mas nada justifica manter pessoas em “cativeiro” excluido-as do mundo civilizado a pretexto de proteger sua cultura. Existem diversas formas de se proteger as culturas dos indios. Segregá-los é uma forma demasiadmente horrenda, e que não deveria existir. Um indio morto por outro, como ocorre em casos de canibalismo de algumas tribos brasileiras, e que a pouco tempo foi tema de reportagens dos principais meios de comunicação quando mataram brasileiros-não-inidios, não tem direito à justiça brasileira. O infanticidio indigena também se encontra na mesma situação. Isso é exclusão de cidadãos brasileiros. Nenhuma preservação cultural deve favorecer esse tipo de coisa!

    Assistam novamente o vídeo com trechos da Carta Aberta, de Edson Bakairi, para entenderem melhor meu ponto de vista.

    http://www.youtube.com/watch?v=kj__DDgke04&feature=player_embedded

    É isto, não mais postarei neste debate, visto que ja expus minha visao dos fatos e replicas seriam meras discussões pessoais entre participantes.

  • Mordredis

    Só p’ra citar um trecho da carta em que expõe bem meu pensamento, por fim:

    “Não aceitamos os argumentos antropológicos baseados no relativismo cultural”. – Edson Bakairi -

  • Francisco Boni Neto

    Isso não tem nada a ver com relativismo cultural meu filho. Aliás, o ramo em ascensão e mais respeitado da antropologia é a antropologia biológica. Se você não for retardado mental vai saber que, provávelmente, “biológica” dá caráter objetivo à esse ramo da antropologia. Eu tenho nojo da maioria dos argumentos oriundos do relativismo cultural.

    E a defesa dos interesses indigenas não tem nada a ver com relativismo cultural. Pelo contrário, partem do pressuposto que nossa cultural é superior, mas sem desmerecer a condição humana de outros povos. Segundo relatório da ONU, uma das etnias que mais sofrem violações dos direitos humanos são os indígenas, pela falta de representatividade que eles possuem.

    Os argumentos da Veja não são contra o relativismo cultural. São a favor da falta de ética jornalística, desprezo pelos Direitos Humanos, desprezo à ciência, desprezo à tudo que é favorável ao desenvolvimento humano à longo prazo, que passa pela riqueza ética, através do cultivo da ciência e da empatia para com os outros.

    Para demostrar o quão retardado a revista Veja e você (talvez) é, afirmo: acho que os índios devem, gradativamente, se diluirem culturalmente, cada vez mais, ser perder suas individualidades, mas desta vez inseridos, trabalhando conosco. Não existe uma ‘cultural indígena’ estática, fixa. Essa separação é falaciosa e paradoxal, porque não existe barreiras objetivas. Porém, àquilo que tenta-se definir como zona cultural deveria ser transposta e inserida diluída na nossa civilização (nação): tendo acesso à escolas, trabalhando e produzindo. Isso acontece? Sim. Vários índios fazem faculdade. Só acontece porque sem coerção de qualquer natureza damos os dispositivos legais para essa inserção, respeitando os direitos humanos, no seu tempo.

    Mas você e a Revista VEJA precisam arrumar algo para se coçar, atender aos instrumentos lobbistas de empresários sociopatas e analfabetos científicos.

  • Lia

    Francisco Boni Neto14 maio 2010 às 12:48
    @Lia você vive na bolha? Apesar de recentes divergências epistemológicas, a antropologia nasceu no positivismo e, no final dos anos 80, ficou bem definido o estabelecimento da antropologia ciência como ramo separado no mainstream acadêmico, ou seja, como “antropologia biológica”. Ciência não é profissão? Você injetou ácido nos olhos, entrou no site errado, sugiro: http://www.cristaosite.com.br
    Sugiro que você leia http://cristaldo.blogspot.com/Poderia sugerir outros pra começar este basta.
    Não vou nem declinar cantilena de mimimi pseudo-intelectual,mas conheço bem o assunto.Passei com nota máxima em Antropologia Cultural na UFSC e meu trabalho de encerramento dos créditos da optativa foi justamente sobre teoria da evolução de CD.Praticamente ‘morava’ dentro do museu de antropologia de lá.1976,como o tempo voa…
    Eu moro em SC, em Itajaí, conheço o trabalho do pessoal do CTI no Morro dos Cavalos. Espero que você vomite os seus argumentos contra o relatório de Identificação de Terras Indígena no Morro dos Cavalos, que envolveu pesquisas etnográficas, levantamentos genealógicos, investigação terminológicas e de sistemas de parentesco, estudo das formas próprias de organização social, levantamentos da história oral, de registros documentais, do conhecimento da bibliografia especializada, e de procedimentos criteriosos para o levantamento de dados ambientais referentes às áreas de uso da comunidade indígena ali instalada. Pesquisas que culminaram com a aprovação da FUNAI. E as subsequentes contestações então apresentadas foram devidamente refutadas pela FUNAI, e o processo encaminhado finalmente à aprovação do Ministro com o parecer favorável da assessoria jurídica do Ministério da Justiça. Ou seja, você vive num universo paralelo fomentado pela própria ignorância, aonde acha que são as ONGs que definem demarcações territoriais quando, na realidade, elas são apenas os advogados daqueles que não tem capacidade de exercer seu jus esperniandi perante a pátria brasileira. Quem decide é a justiça, as ONGs, junto à FUNAI, apenas são defensores públicos dos interesses indígenas.
    Depois eu que tenho ácido nos olhos e vivo numa bolha?vamos combinar que FUNAI é um templo dedicado à isenção,uma perfeição,imune a todo tipo de manipulação.Negar o império das Ongs estrangeiras é que é cegueira,garoto!vou vomitar,sim,sobre você, um livro de boa-maneiras.Por causa desses rompantes juvenis de ‘sabemos tudo porque somos politicamente corretos’ é que ateus e agnósticos são tratados como parias.Acabam achando que todos são estúpidos e grosseiros como você,né não?Sem falar que temos sempre que aturar o “somos comunistas,esquerdinha”s ou o que o valha Até parece que você liga muito pros índios.Só acredito em abandona tudo e vai viver com eles e como eles,de preferência sem aculturação.
    Deveria ler um post interessante no Ceticismo.net,sobre infanticídio entre índios.Ou melhor não,vai acabar chamando o André de direitista,cristão de alguma bolha.E depois eu que uso” ad hominem típico de comportamento crente, ao atacar a SBPC”…
    Tsktsk Primeiro SBPC não é uma pessoa,mas sim uma Instituição.Não poder criticar SPBC é como não poder questionar Vaticano,ou USP,ou assemelhados.Entendo:quem não está com você,está contra você.Onde mesmo já vi isto antes?

    Aguardaria ansiosamente alguns desses argumentos, já amparados pelo Ministério da Justiça, mas estúpidamente contestados pela revista Veja através de falácias que já foram devidamente refutadas nesses sites:
    “estúpidamente” não tem acento.Nem depois da Reforma.Mas conheço o pessoal que trabalha com escolas indígenas na SED,quer uma vaga numa das classes?

    http://faire-savoir.info/2010/05/04/a-farra-do-jornalismo-oportunista/
    http://sites.google.com/site/nappufrrj/dossies/revista-veja
    Podia jurar que tirou isso de alguma pocilga de socialistas,mas como com gente assim não de levanta bola pra dar cortada, e aprendi durante os tempos em que vivia nos conselhos do sindicato,vou dispensar o terceiro set.Com dogmáticos não dá para conversar,nem ateus,nem teístas.Imagino seu nível de retórica se algum biólogo geneticista disser que nem os índios são autóctones pois vieram da Ásia.Ademais o fulano que se diz usado pela Veja que processe por uso indevido dos textos.A ver.
    Deixe de neurose,garoto,achar que todo mundo que não é como você é de direita ou cristão é de uma nóia sem tamanho!Se bem que ser diferente,no caso em tela,é um alívio e não me ofende.Beijinhos,beijinhos.
    PS: ad hominem típico de comportamento crente, ao atacar a SBPC.

    P.S: PUC-Rio e associado de Koinonia Presença Ecumênica e Serviço PUC-Rio ??Católica é? e uma Ong de desocupados do Rio? Devem debater muito bebendo no Leblon… E pra mim que manda http://www.cristão? Arrume coisa melhor…Deveria se envergonhar de citar algo de religião ou não viu que era?Ah,sim,quando é ‘pra causa’,religiosos servem…

    P.S2: continuo achando que a Veja comete graves equívocos em muitas coisas sobre Educação,principalmente,mas do meu texto só pescou o que interessava ao seu surto de tourette,de ateísmo colado ao politicamente correto,pra não dizer coisa mais direta.

    P.S3:antropólogo não é profissão regulamentada.

    /fym/

  • luke

    fugindo do assunto da discuçao dos comentarios(e até do post)
    eu moro no norte do mato grosso e conhece razoavelmente bem a situaçao dos indigenas aqui
    na reserva do xingu os indios arrendan ilegalmente para o plantio de soja e comprar ipods do paraguai com o dinhero
    a populaçao de descendencia indigena que vive normalmente nos centros urbanos…
    vive normalmente nos centros urbanos

    nao há motivo para criar reservas indigenas.
    deve sim haver o ingressamento dessas “aldeias” na sociedade

    sobre a veja.
    é tao boa quanto a epoca,a rede globo,a sbt,

  • Bruto

    Luke,

    Pois os “brancos” grilam terras… logo não deviamos reconhecer a propriedade privada. Duh… pegar um exemplo e torná-lo um padrão, continua sendo estúpido. Se os índios arrendam suas terras ilegalmente, deixe que eles enfrentem a justiça: afinal de contas, os caras NÃO SÃO inimputáveis como alguns imbecis gostam de dizer.

    Estou olhando o parque do Xingu aqui no Google Earth… é o único pedaço do Mato Grosso onde ainda há mata nativa. Se os índios arrendam as terras, mesmo que ilegalmente, eles ainda o fazem com muito mais sabedoria do que o pessoal que detonou a fauna e flora do MT pra vender grão de soja a preço de banana. Se os ruralistas quisessem o desenvolvimento do Brasil estaríamos brigando para criar uma agroindústria que venderia produtos processados e não mais terra pra plantar produtos que vendemos a preço de nada…

    Sobre as terras indígenas, elas são para os índios uma forma de ESCOLHER como querem viver. E daí que há índios que conseguem viver nas cidades? Isso é mérito deles, não sinal de que essas terras deviam acabar. O exemplo do MT não é o exemplo de todos os povos.

    Os caras tem quase o estado inteiro plantado e ainda querem terras dos índios com as justificativas mais idiotas… paciência.

  • Bruto

    A primeira frase era uma pergunta, foi mal.

  • Marcos Rosa

    Mordredis: É óbvio que não defendo o relativismo cultural… nem para o infanticídio indígena nem para qualquer outra afronta aos direitos humanos em outras culturas. Também não nego que existam problemas específicos na identificação ou demarcação de terras indígenas.
    Mas não tenho dúvidas de que existem aspectos importantes na cultura indígena que devem ser preservados e que eles possuem direitos que devam ser respeitados. Para isso, as reservas são essenciais.
    Mas perceba que existem vários níveis de crítica sobre o artigo da VEJA. Para mim, já seria uma postura criticável generalizar problemas específicos para alimentar o preconceito contra indígenas. Mas a VEJA não fez só isso. Ela inventou números alarmistas e se utilizou de citações fora de contexto de forma deplorável. Isso é antiético e um desserviço ao jornalismo e à democracia.
    Repito: A matéria poderia até ser PARCIAL, só não poderia ser mentirosa e se utilizar de má fé como nesse caso!

  • Bruto

    Esse negócio de ficar falando infanticídio é uma ótima estratégia de difamação. Colocam como se isso fosse uma prática recorrente, que ocorre em todos os povos indígenas, quando na verdade os casos em que isso acontece são isolados – e vários povos indígenas adotaram outras soluções em situações onde infanticídio seria praticado. No Xingu, por exemplo, a prática desapareceu com soluções dos próprios indígenas.

    ONGs missionárias recebem verbas vultosas sob a justificativa da salvação de bebês que seriam arbitrariamente mortos, fazem filmes falaciosos (como o Hakani) e usam de todo tipo de desqualificação aos povos que dizem proteger como forma de divulgação de uma pretensa missão humanitária. Os missionários da JOCUM, em geral, desprezam os indígenas – basta ler os livros que publicam sobre suas “aventuras na tribo” – e não parecem muito interessados em aprender nada sobre seu modo de vida.

    O problema do infanticídio é que ninguém quer escutar as motivações dos próprios indígenas para encontrar uma solução conjunta. Querem partir do princípio que os caras são supersticiosos, involuídos e cruéis pra ganhar dinheiro em cima disso… O que essas organizações querem é dinheiro para intervir em situações problemáticas, se o infanticídio some como é que eles vão captar os milhões que recebem?

  • Mordredis

    Marcos Rosa, obrigado pelas suas orientações. Tentarei ser mais crítico à revista. E reafirmo que minha visão é a de que a cultura indigena pode ser protegida de outras formas, sem a necessidade de reservas, já que estas não poderão ser mantidadas no futuro.

    Mas voltei a postar pq queria te parabenizar pela qualidade de suas respostas, com argumentos e sem ofensas pessoais, diferentemente de Boni Neto. É gritante a diferença entre as respostas de ambos, você um cara racional e educado, já ele, um selvagem sem modos e que recorre a ofensas para se sentir bem com sua infelicidade.

    Como citei:

    “A injúria é a razão dos que não tem razão” – J. J. R.

    Valeu.

  • Bruto

    Lia

    “o império das Ongs estrangeiras” foi a expressão mais bonita que já li num comentário de uma olavete desgovernada. Se alguém ousasse falar em “império das corporações estrangeiras” logo seria enxotado como “comunista” ou “esquerdopata”. Realmente é impossível discutir com fanáticos. Cuidado pra não estourar a bolha!

  • Francisco Boni Neto

    @Lia vamos combinar que FUNAI é um templo dedicado à isenção,uma perfeição,imune a todo tipo de manipulação.

    1) Quando foi dito *TEXTUALMENTE* que a FUNAI é um templo perfeito? Não foi dito, porque isso é uma falácia do espantalho sua. Isso foi dito, textualmente, em um universo paralelo, o que prova que você talvez usou alucinógenos antes de postar. É só uma ironização.

    A FUNAI faz relatórios. Quem comanda as decisões é a Justiça Brasileira. Deverias saber como funciona a estrutura de atendimento aos Direitos indígenas. Por enquanto a FUNAI não virou tribunal quando a questão é demarcação territórial.

    @Lia Negar o império das Ongs estrangeiras é que é cegueira,garoto!

    Outro espantalho. Ninguém defendeu ou negou a possível ação forte ou fraca de interesses externos, negativos à qualidade dos reportes prestados pela FUNAI.

    @Lia vou vomitar,sim,sobre você, um livro de boa-maneiras.Por causa desses rompantes juvenis de ‘sabemos tudo porque somos politicamente corretos’ é que ateus e agnósticos são tratados como parias.Acabam achando que todos são estúpidos e grosseiros como você,né não?

    Eu refutei cada argumento seu porque você demostrou uma falta de conhecimento e um preconceito sobre a questão indígena no Brasil. Não estou aqui para te agradar emocionalmente. O que eu escrevo é preenchido de argumentos que você não conseguiu refutar, apenas usou de espantalhos. Apenas se concentrou na minha reação emocional que é sim de total desprezo pela sua incapacidade de debater esse assunto.

    @Lia Sem falar que temos sempre que aturar o “somos comunistas,esquerdinha”s ou o que o valha Até parece que você liga muito pros índios.Só acredito em abandona tudo e vai viver com eles e como eles,de preferência sem aculturação.
    Deveria ler um post interessante no Ceticismo.net,sobre infanticídio entre índios.Ou melhor não,vai acabar chamando o André de direitista,cristão de alguma bolha.E depois eu que uso” ad hominem típico de comportamento crente, ao atacar a SBPC”…

    Cara, eu quero que os índios abandonem seus comportamentos primitivos ridículos e conservem aqueles potencialmente positivos. Quero que na individualidade deles, passem a produzir conosco no campo e na cidade. E isso já existe, GRAÇAS AO TRABALHO progressivo e concatenado da FUNAI e outras ONGs que podem ser respeitadas ou não. Isso mesmo, índio fazendo faculdade. Nesse mesmo post eu escrevi que não gosto do relativismo cutlural. Então essas suas acusações são sem sentido, me acusar de relativismo cultural é a mesma coisa que tentar ensinar o Papa a rezar a missa.

    @Lia Tsktsk Primeiro SBPC não é uma pessoa,mas sim uma Instituição.Não poder criticar SPBC é como não poder questionar Vaticano,ou USP,ou assemelhados.Entendo:quem não está com você,está contra você.Onde mesmo já vi isto antes?

    Nenhum instituição ou pessoa merece respeito. Nenhuma organização humana é imaculada. Na melhor das hipóteses, todas são potencialmente cancerígenas e podres. Assim é a situação cultural e psicológica da humanidade.

    PORÉM, não vejo força nos argumentos usados aqui para criticar a postura da SBPC.

  • Francisco Boni Neto

    @Mordredis “A injúria é a razão dos que não tem razão” – J. J. R.

    Minha razão está nos meus argumentos que refutam todos os seus. Não estou aqui para te agradar emocionalmente. .Apenas se concentrou na minha reação emocional que é sim de total desprezo pela sua incapacidade de debater esse assunto. Incapacidade visível quando foi refutada, por mim. Se ficou ofendida, cuidado pra não dar um tiro na cabeça.

  • http://fde taiene

    a eu quero um video sobre bule que pora

  • José Gustavo Vieira Adler

    Mordredis, você sabe por que as mães matam seus filhos?

    Aposto que as mães indigenas que matam seus filhos são tão amáveis e amantes quanto sua mãe.

    Nego tenta fazer comentário do que desconhece!

    Relativismo cultural é um fato, o homem instintivamente cria “estampagem” com a cultura que nasce, nossos valores tomam por base os valores ocidentais, de origem Cristã!

    Agora, você como é Deus o sabedor dos direitos humanos, certamente sabe melhor as razões e motivações de uma mãe indigena que “mata” seus filhos. Mas o que você acha que tem que ocorrer? prender os pais que cometem tal “crime”?

    Convocar o exercito? a polícia?

    O que podemos fazer é criar uma ponte de troca e de relações com as demais culturas que habitam a região que denominamos de Brasil. A Cultura ocidental não é superior a nenhuma outra, portanto, não pode se fazer de dona de nenhum valor. É preciso haver uma integração respeitosa e transitória, onde o avanço cultural tanto nosso quanto o deles servirá para a abertura de novas perspectivas. Mesmo porque o avanço cultural das culturas se deu muito em parte através das interações, comercializações, agonísticas e não agonísticas entre elas.

    E mais, A Terra brasileira não é pra sair plantando que nem doido varrido a fim de vender grãos pro exterior, julgar as terras dos Indios e reservas ambientais como dinheiro jogado fora é uma RETARDAMENTO VEXATÓRIO!

    O sonho da Veja era que o Brasil fizesse igual os EUA fez, tomasse as terras indigênas e as áreas virgens para os latifundiários plantarem soja pros Gados europeus comerem. Só falta a Veja sonhar com o Brasil tomando as terras de outro país, talvez Venezuela IUAuiAUi

    As Terras que não são habitadas pelos uniformizados(homens vestidos) não são Terras inabitadas, terras virgens, como quer afirmar um ADEvogado que apareceu no documentário Corumbiara(http://vodpod.com/watch/3376820-documentario-corumbiara-trailer), a respeito do Massacre de Corumbiara, que não consegue nem falar a lingua da sua cultura UIAuAUiA

    AAAh, para o mundo que eu quero descer.

    É, como eu sempre digo, a história se repete, repete-se a história. Não basta um Canudos, que venha outro Canudos….

  • José Gustavo Vieira Adler

    Nossa, não tinha lido os exerpros do Luke Skywalker!

    Então vamos prender e acabar com todos os latifundiários porque alguns grilam terras como disse o Bruto.

    E os Indíos que arrendam Terras ilegais tem que se ver com a Justiça, e com as leis. Uma vez que Terras que não são deles, não estão sobre a influência de sua cultura.

    E sei que você sabe que muitos descendentes de indigenas trabalham por mixaria para madeireiras