Ensine a controvérsia! (Teach the controversy!)

Depois de 85 anos tentando ensinar mito em aula de ciências nos EUA, os criacionistas do Discovery Institute adotaram um slogan: “Teach the Controversy” (ensine a controvérsia). A ideia é que, já que não querem jogar fora a teoria de Charles Darwin para colocar a Bíblia no lugar, as escolas ao menos deveriam ensinar que a teoria é “controversa” e que há “alternativa”.

Sabendo da campanha dos criacionistas, Jeremy Kalgreen desenhou camisetas para vender, contendo a simples ideia de que a controvérsia deve ser ensinada mesmo. Por exemplo, por que deveríamos acreditar na “teoria” mais aceita de que Elvis morreu? Ou de que as pirâmides foram construídas pelos próprios egípcios? Ou de que os elementos da tabela periódica são mais de 100? Ensinem as controvérsias!

Elvis idoso - porque sabemos que ele ainda é o rei ao menos do asilo.

ET's engenheiros de pirâmides - porque sabemos que os egípcios eram muito pouco europeus para fazerem as coisas sozinhos.

Ossos do suplício - porque os fósseis só podem ter sido plantados pelo Cramunhão para nos enganar.

NASA Studios - porque ninguém pode ter pisado na Lua com a tecnologia de 1969.

Criptozoologia - porque os zoólogos convencionais são medrosos demais para admitir que existem o pé-grande e o monstro do lago Ness.

5 elementos - porque wiccans sabem mais sobre a composição das coisas que Lavoisier e Mendeleiev.

Cosmologia alternativa - porque esse negócio de Terra redonda orbitando o Sol tá fora de moda.

Geocentrismo - porque sempre tivemos certeza de que somos o centro das atenções.

Homens e dinos vivendo juntos – porque a Bíblia prova que “Os Flintstones” era um documentário.

Astrologia – e daí se o obstetra tem mais influência sobre você ao nascer que Júpiter? Só existem 12 tipos de personalidades e vêm da posição dos astros!
Cegonha – porque o sexo é apenas uma teoria cheia de lacunas abertas.
Fim do mundo em 2012 – porque vamos confiar nas conclusões dos maias sem saber como chegaram a elas.
Atlântida – porque a arqueologia tradicional não é tesuda o bastante.
Bule Voador – porque sabemos que ele está lá, orbitando entre a Terra e Marte. Duvida? Prove que não está!
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postado por Eli Vieira em Humor
  • http://www.twitter.com/guilhermea Guilherme Augusto

    A campanha é válida, mesmo sabendo que suas intenções são escusas. Tudo bem que existem teses “alternativas” que se qualificam melhor como “controvérsia” melhor do que as escolhidas aí. Quer dizer, afirmar que a minha caneta esferográfica que eu não consigo encontrar fugiu para um universo paralelo povoado por canetas esferográficas para ser feliz para sempre não é uma “controvérsia” à tese de que eu esqueci onde eu a deixei.

  • Juninho

    Gostei da última. Quero comprar, principalmente com o comentário.

  • Lucas “Bar-rata”

    Muito massa.

    O legal é que realmente tem o pessoal que acredita na terra plana
    hahaha

  • Francisco Maximiano da Silva

    Não podia faltar o bom e velho Bule Voador! Hehehe!!! Ótimo post!

  • http://www.twitter.com/catupiry catupiry

    Sensacional!!!

    Eu definitivamente PRECISO ter a camiseta do Bule =D

  • http://dormindocomalfinetes.blogspot.com Agulha3al

    Cadê o pessoal do Bule para entrar em contato com esse cara, traduzir e fazer umas camisetas a preço de custo para os leitores??? eu quero 3. Uma do bule, da cosmologia alternativa e do cramulhão…

  • Rodrigo

    Eu queria ver é biologia evolutiva e cosmologia moderna ensinada dentro das escolas dominicais e nas aulas de religião confessionais. Acho que os religiosos mais carolas não iriam gostar disso.

    Pra ser sincero, se não houvessem coisas mais importantes e o currículo de ciências fosse antes muito aumentado e melhorado, acho que a hipótese Criacionista/Design inteligente até poderia ser ensinada em aulas de religião não-confessionais (história, sociologia, filosofia e antropologia das religiões), na parte de filosofia da religião (como exemplo de má filosofia) e junto com outros mitos da criação (para ilustrar a diversidade cultural e as contradições entre os vários mitos e as várias versões do mesmo mito, como gêneses 1 e 2). Aí deveríamos contrastá-las com o que sabemos sobre biologia evolutiva e cosmologia e iniciar ao método crítico de investigação de crenças e religiões.

    Rodrigo

  • http://www.formspring.me/outroateuresp Pedro Almeida

    Vcs poderiam tomar a iniciativa de produzir e vender umas assim ein, eu comprava, por preços módicos, claro, q passem longe de ser dízimo…

    fikdik!